ANIMAIS MARINHOS CONFUNDEM PLÁSTICO COM ALIMENTO

21/09/2018 12h09

Não é de hoje que pesquisadores e organizações não governamentais alertam para a poluição nos oceanos do planeta. Segundo pesquisa divulgada no começo de 2018, pela fundação Ocean Cleanup e por investigadores de diversos países, atualmente, só no oceano Pacífico, existem 80 mil toneladas de lixo plástico. Se colocarmos em escala mundial, esse valor aumenta consideravelmente.

 

Uma imensidão de garrafas, embalagens, sacolas e todas as variações de plástico que as pessoas utilizam inofensivamente em seu dia-a-dia, mas são descartados de forma errada, poluem o oceano, e para piorar, viram comida para os animais marinhos, que, muitas vezes, confundem esses materiais com alimento.

 

Como isso acontece?

 

Sim, isso é possível, e a forma como acontece é cruel, pois o lixo tem cheiro de comida. Segundo Erik Zettler, ecologista microbiano do Instituto Real Holandês de Pesquisas Marítimas, todo plástico ao chegar no oceano é rapidamente colonizado por uma fina camada de micróbios, normalmente chamada de “plastifério”.

 

Essa fina camada libera substâncias químicas que fazem o plástico ter cheiro e gosto de alimento para os animais marinhos. Além disso, acredita-se que aves também sejam ludibriadas pela substância, já que elas também encontram sua comida pelo cheiro.

 

Plástico fora dos oceanos: um dever de todos

 

A conscientização da população e as ações do poder público são essenciais para o mar não ser tomado pelo lixo. Para que essa cobrança seja efetiva, organizações não governamentais, muitas vezes apoiadas por empresas privadas realizam atividades e ações em prol da limpeza dos oceanos.

 

Como é o caso da Ocean Cleanup – fundação que desenvolve tecnologias para extrair a poluição plástica dos oceanos – que promete reduzir o lixo no mar em 90%, até 2040. No último dia 15 de setembro, a instituição realizou a ação World Cleanup Day, um evento mundial que promove mutirões para limpeza de praias.

 

No Brasil, parte da ação foi desenvolvida pelo projeto (A)mar, que é apoiado pela Activas Distribuição de Resinas Termoplásticas, na região do litoral Sul da Bahia, nas cidades de Serra Grande e Ilhéus.

 

“Trabalhar por um mundo sustentável é dever de todos nós como pessoas, e isso tem que ser, também, um compromisso das empresas privadas, que detém poder de mobilização e investimento”, ressalta Roberta Duarte, gerente de Marketing da Activas Distribuidora de Resinas Termoplásticas.

 

Obs: esse texto foi baseado na matéria “Por que animais marinhos confundem plástico com comida”. Leia na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/09/por-que-animais-marinhos-confundem-plastico-com-comida.shtml