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26/05/2020
A importância do plástico na prevenção da covid-19

Por Laercio Gonçalves*

A pandemia da covid-19 está levando a sociedade a reavaliar algumas concepções em relação a setores antes considerados vilões e agora essenciais na prevenção à doença. O plástico, sempre criticado por poluir o meio ambiente, ganha um novo peso no cenário atual e vem sendo cada vez mais utilizado tanto pelos tradicionais setores farmacêutico, da construção civil e de embalagens para produtos de higiene e limpeza, como até mesmo no caso dos descartáveis, considerados os grandes agressores do meio ambiente.

O novo patamar da indústria de plástico, diante da grave crise sanitária mundial, apenas reforça a importância desse segmento em todo o mundo. No Brasil, o setor de plásticos movimenta anualmente R$ 78,3 bilhões (2018), sendo responsável por 312 mil empregos. O segmento tem participação de 12% no PIB industrial do país. Apenas a distribuição de plástico, que faz a intermediação entre a indústria petroquímica e o cliente final da resina, fatura anualmente R$ 4,5 bilhões, com um total de 23 empresas, que ofertam o insumo para 7.000 clientes em todo o país.

O gigantismo do setor de plástico vem sendo valorizado, por exemplo, pelos hospitais, que estão utilizando, em escala sem igual, uma dezena de materiais plásticos fundamentais para a proteção dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do atendimento às vítimas do novo vírus. Aventais, máscaras, luvas – os chamados EPIs -, instrumentos de coleta de materiais para exames, tubos de respiração artificial e seringas, são apenas alguns exemplos de produtos que levam o plástico em sua composição e que estão no topo da lista do arsenal necessário para o combate à pandemia.

Fora dos ambientes hospitalares, a resina também se destaca como matéria-prima imprescindível para a saúde e bem-estar de toda a sociedade. As embalagens e outros produtos descartáveis, feitos de material plástico, não só estão garantindo a redução da velocidade de propagação da doença, como têm atuado como aliados importantes para a sobrevivência de muitos negócios. O que seria do setor de alimentação, como lanchonetes e restaurantes, sem o apoio das refeições embaladas e transportadas, nos formatos de delivery e take-away?

Apesar do momento grave e preocupante em que todo o planeta se encontra mergulhado, o protagonismo positivo do plástico é também uma oportunidade para reflexão e resgate histórico da importância deste insumo muitas vezes atacado por pessoas que, certamente, também são beneficiados pela sua existência.

O problema do impacto ambiental negativo, que tem no plástico um dos seus alvos mais visíveis, não será resolvido com a demonização desta matéria-prima tão importante. A degradação do meio ambiente é um problema complexo, que demanda soluções mais amplas e profundas do que a simples eliminação de um material com tantas aplicações benéficas. A busca por um mundo mais sustentável, alicerçado no tripé ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável, passa por avanços tecnológicos, consciência ambiental e educação.

Tecnologicamente, os avanços são evidentes, com o emprego de métodos de produção e distribuição menos impactantes, entre outros. As evoluções também se apresentam no uso crescente de processos de produção a partir de materiais reciclados. Hoje, no Brasil, uma parte ainda pequena do que se consome de produtos plásticos retorna à linha de produção, fechando o elo da economia circular.

Por fim, o eixo estruturante necessário para uma mudança real e positiva encontra-se na educação. Hoje, no Brasil, uma parte ainda pequena do que se consome de produtos plásticos retorna à linha de produção, fechando o elo da economia circular. A imensa maioria dos plásticos lançados no mercado deveria retornar à indústria. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o país consome cerca de 6,5 milhões de toneladas de transformados plásticos e recicla apenas 25,8% do total. Plástico é reciclável e, se descartado de maneira correta e direcionado aos muitos pontos de coleta de resíduos, não será mais visto de forma negativa, ilustrando campanhas ambientalistas e manchetes acusatórias.

Não faltam iniciativas que estimulam e fomentam os processos de reciclagem. O que falta é consciência de quem usa e descarta de forma descomprometida. Se houver mudança de comportamento, não faltará plástico para proteger as mãos dos médicos e enfermeiros que atendem heroicamente as vítimas da covid-19, nem tubos de plástico fundamentais para manter os respiradores funcionando e salvando vidas. O plástico é bom e muito necessário; o que precisamos, como sempre, é investir na educação e na consciência ambiental. A expressão amplamente utilizada neste momento por estudiosos e ambientalistas, “build back better” (ou “reconstruir melhor”, numa tradução livre), é um convite à reflexão. Se conseguirmos avançar nesse entendimento, voltaremos melhor depois da pandemia.

*Laercio Gonçalves, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) e CEO da Activas – Distribuição de Resinas Termoplásticas

Fonte: Estadão

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